Grávidas poderão tomar a vacina contra a covid-19?

Com a chegada da vacinação contra o novo coronavírus no Brasil, surgem também diversas dúvidas sobre quem são os grupos que devem ou não receber a imunização neste primeiro momento.
A Feberação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) emitiu, esta semana, uma nota em que defende que gestantes, puérperas e mulheres que amamentam não tomem a vacina por enquanto, justamente porque esse grupo não integrou os estudos clínicos das pesquisas, não havendo, portanto, informações consistentes sobre possíveis riscos de aborto, parto prematuro, má-formação fetal ou outras complicações para a gestação e a mulher.
 
“Ainda há poucos estudos publicados sobre essas vacinas em veículos médicos reconhecidos. Precisamos aguardar o impacto da imunização na população geral para avaliarmos sua aplicação em gestantes e puérperas. Por princípio de precaução, não recomendaria a vacinação nesse perfil de mulheres”, explica a ginecologista Cecilia Roteli Martins, presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo.
A médica também sugere cautela a mulheres que planejam engravidar. Para ela, o ideal seria deixar a gravidez para depois de ter recebido as duas dose da vacina. Caso a mulher descubra que está grávida após receber a primeira dose, orienta-se que ela aguarde o parto e o desmame do bebê para receber a segunda dose do imunizante.
 
“Nenhuma das três vacinas [da Pfizer, Oxford/AstraZeneca e Instituto Butantan] é feita com uma tecnologia que costuma ter contraindicações a gestantes e mães que amamentam. Ainda assim, não sabemos o que constará em suas bulas, quando elas forem liberadas para aplicação. Por precaução, a orientação da Febrasgo neste primeiro momento é que esses grupos não tomem ainda a vacina, esperem um pouco até termos mais estudos sobre possíveis efeitos da imunização”, explica Cecilia .
 
Plano nacional de imunização
A cautela com relação à aplicação da vacina nas gestantes e mães que amamentam não significa que a Febrasgo seja contra a imunização – pelo contrário. A entidade está entre as sociedades médicas que assinam um manifesto em apoio ao Plano Nacional de Imunização contra a covid-19, divulgado também nesta semana pelo Governo Federal.
 
https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/noticia/2020/12/gravidas-poderao-tomar-vacina-contra-covid-19-veja-o-que-diz-federacao-brasileira-de-ginecologia-e-obstetricia.html

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