Medica conversando com paciente mulher

O que é pré-hipertensão e quais são suas características?

Você sabia que existe a pré-hipertensão? Pois é, a pessoa não precisa estar com a pressão alta para começar um tratamento ou mesmo correr o risco de desenvolver um problema cardíaco.
Entretanto, o sinal de alerta já está ligado para que ela comece a mudar seu estilo de vida e previna-se de complicações. Por isso, conheça mais sobre tal estágio e fique atento. Boa leitura!
 
O que é pré-hipertensão?
Os níveis da pressão arterial considerados normais são 12 x 8, porém, esse número não pode ultrapassar 14 x 9, sendo que em tal intervalo ocorre a pré-hipertensão. Isso significa que o paciente tem mais chances de se tornar hipertenso do que aqueles que não apresentam esses picos arteriais. Ou seja, está na hora de mudar os hábitos e se prevenir.
 
Quais são os sintomas da pré-hipertensão?
Na verdade, a pré-hipertensão não provoca sintomas. Para detectá-la, é necessário monitorar a pressão durante um tempo. Por tal razão, verifique isso sempre que for ao médico. Caso tenha o medidor de pressão em sua casa, faça o acompanhamento por alguns dias no mesmo horário. Se tiver fatores de risco, como antecedentes familiares ou tabagismo, não se descuide.
 
Quais são as causas da pré-hipertensão?
Alguns problemas de saúde elevam a pressão nas paredes arteriais acarretando a pré-hipertensão. Veja a seguir as doenças que contribuem para isso.
 
Arteriosclerose
A arteriosclerose é o endurecimento e estreitamento das artérias prejudicando o fluxo do oxigênio e de nutrientes para o coração. Elas são flexíveis, contudo, com o tempo e influência dos fatores idade, nível de colesterol alto, tabagismo, obesidade, sedentarismo, etc. vão perdendo a maleabilidade e gerando a hipertensão.
 
Apneia do sono
Essa patologia é caracterizada pelas interrupções momentâneas de entrada de oxigênio enquanto o indivíduo dorme. A razão disso é o relaxamento dos músculos da parte de traz da boca, atrapalhando a passagem de ar. Geralmente, pessoas acima do peso desenvolvem o problema. Entretanto, seu diagnóstico só pode ser feito pela polissonografia, exame capaz de analisar o sono. Sua relação com a hipertensão é que acarreta doenças cardiovasculares, devido ao acionamento do sistema nervoso autônomo, responsável pelo controle do fluxo sanguíneo.
 
Doença renal
A doença renal crônica evolui lentamente, assim faz o rim perder suas funções de modo gradativo. Muitas vezes, a pessoa não percebe seu avanço, porque os sintomas são fracos, como menos urina, inchaço nas mãos, rosto e pernas, falta de ar, pressão alta e outros.
Esse último sinal aparece graças à redução e deterioração das funções renais. Logo, o corpo não elimina na urina as substâncias tóxicas, provenientes de alimentos e medicamentos, produzidas diariamente. Isso traz complicações cardiovasculares.
 
Doença nas suprarrenais
A suprarrenal é uma glândula responsável pela produção de diversos hormônios, inclusive o do estresse, que tem papel metabólico. Outro ponto relevante é a aldosterona, que auxilia no controle da pressão arterial, do sódio e do potássio no organismo. Dessa forma, o desequilíbrio nessas atividades orgânicas provoca a hipertensão e outras doenças graves.
 
Doença da tireoide
A tireoide produz um hormônio que regula o metabolismo e o crescimento do corpo, influenciando, assim, a frequência cardíaca, temperatura corporal e processamento dos alimentos para se tornarem energia. Sua falta implica hipotireoidismo. Todavia, a deficiência aumenta os batimentos do coração, a pressão fica mais alta, além de causar nervosismo e transpiração exagerada.

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